quinta-feira, 25 de junho de 2009

Gripe suina

Gripe suínarefere-se à gripe causada pelas estirpes de vírus da gripe, chamadas vírus da gripe suína, que habitualmente infectam porcos, onde são endémicas[2]. Em 2009 todas estas estirpes são encontradas no vírus da gripe C e nos subtipos do vírus da gripe A. tambem conhecida como Influenza A H1N1
Nota: Se procura especificamente o surto de gripe suína de 2009, consulte: * Surto de gripe A (H1N1) de 2009

Bacterias

Bactérias(do grego bakteria = bastão) são microrganismos unicelulares (constituídos por uma célula), procariontes (que são células mais simples, pois não tem núcleo nem compartimentos membranosos no citoplasma) que podem ser encontrados na forma isolada ou em colônias e pertencem ao Reino Monera. Foram observadas pela primeira vez por Antoine van Leeuwenhoek em fins do século XVI, mas esses seres só começaram a despertar o interesse dos cientistas no final do século XIX.
As formas físicas das bactérias podem ser de quatro tipos: cocos, bacilos, vibriões, e espirilos. Os cocos, podem se agrupar, e formarem colônias. Grupos de dois cocos formam um diplococo, enfileirados formam um estreptococos, e em cachos, formam um estafilococo.

As bactérias não tem núcleo organizado, elas são procariontes, ou seja, o DNA fica espalhado no citoplasma . Por isso, o filamento de material genético é fechado (plasmídeoes),sem pontas, para que nenhuma enzima comece a digerir o DNA. Possuem uma parede celular bastante rígida.
Para se locomoverem, as bactérias contam com os flagelos, que são pequenos cílios que ficam se mexendo, fazendo a bactéria se mover (igual ao espermatozóide humano, só que muito mais simples). Também podem possuir fímbrias, que são microfibrilhas protéicas que se estendem da parede celular. Servem para "ancorar" a bactéria. Existem também as fímbrias sexuais, que servem para troca de material genético durante a reprodução e também auxiliam as bactérias patogênicas (parasitas) a se fixarem no hospedeiro.
A Cápsula, camada que envolve externamente a bactéria, formada por polissacarídeos, serve para a alimentação (fagocitose), proteção contra desidratação, e também para que o sistema imunológico hospedeiro (no caso das parasitas) não a reconheça.

Onde as bacterias vivem?

As bactérias de vida livre estão em todos os tipos de habitat. Por causa de sua capacidade de adaptação, sobrevivem em muitos ambientes que não sustentam outras formas de vida. São encontradas no corpo humano, principalmente dentro do trato digestivo e na pele, nas mais baixas temperaturas da Antártida, em águas ferventes de fontes naturais quentes, nas profundezas escuras dos oceanos, em meio terrestre úmido, e até mesmo em lugares que não tem oxigênio.
Parasitas são organismos que vivem à custa do seu hospedeiro, consumindo partes de seu corpo e consequentemente prejudicando o meio.

Como elas se alimentam?

Autotróficas: são capazes de produzir as substâncias orgânicas que lhes servem de alimento, a partir de substâncias inorgânicas.

Quimioautotróficas: utilizam oxidações inorgânicas como fonte de energia para sintetizar substâncias orgânicas a partir de gás carbônico (CO2) e de átomos de hidrogênio (H) provenientes de substâncias diversas. As substâncias orgânicas produzidas são utilizadas como matéria-prima para a formação dos componentes celulares ou degradadas para liberar energia para o metabolismo.

Fotoautotróficas: Se distingue em dois grupos. Um deles é formado por proclorófitas e cianobactérias; o outro é formado pelas sulfobactérias.As proclorófitas e as cianobactérias realizam um processo de fotossíntese semelhante ao de algas e de plantas, em que moléculas de gás carbônico (CO2) reagem com moléculas de água (H2O) produzindo glicídios e gás oxigênio (O2); a fonte de energia é luz.
As sulfobactérias realizam um tipo de fotossíntese em que a substância doadora de hidrogênio não é água, mas compostos de enxofre, principalmente o gás sulfídrico (H2S). Por isso, essas bactérias produzem enxofre elementar (S) como subproduto da fotossíntese, e não gás oxigênio, como na fotossíntese que utiliza H2O.

Heterotróficas: a maioria das espécies de bactéria apresenta nutrição heterotrófica, alimentando-se de moléculas orgânicas produzidas por outros seres vivos. De acordo com a fonte de substâncias que lhes servem de alimento, as bactérias heterotróficas são classificadas em saprofágicas e parasitas.

As saprofágicas obtêm alimento a partir de matéria orgânica sem vida. Desempenham a função de decompositoras.
As parasitas são as que obtêm alimento a partir de tecidos corporais de seres vivos, em geral causando doenças.

Respiradoras: realizam a respiração celular, que compreende um conjunto de reações químicas por meio das quais uma molécula orgânica é degradada a compostos inorgânicos, liberando praticamente toda a energia utilizável nela contida; parte dessa energia é armazenada em moléculas de ATP. Costuma-se distinguir dois tipos de respiração celular: aeróbica e anaeróbica.


Aeróbicas: é um processo biológico de obtenção de energia em que a célula degrada moléculas orgânicas com a participação do gás oxigênio (O2). As moléculas orgânicas são degradadas com gás carbônico (CO2) e água (H2O). O gás oxigênio atua como receptor final dos hidrogênios liberados pela oxidação da molécula orgânica e, juntamente com eles, origina moléculas de água.

Anaeróbicas: é um processo biológico de obtenção de energia semelhante à respiração aeróbica, mas que difere desta por não utilizar gás oxigênio e sim substâncias inorgânicas; estes são aceptoras finais dos hidrogênios liberados na oxidação das moléculas orgânicas. Esse processo é utilizado por bactérias que vivem no solo ou em águas estagnadas, onde o suprimento de oxigênio é escasso. Os produtos finais da respiração anaeróbica são o gás carbônico (CO2) e uma substância inorgânica, que varia de acordo com a espécie de bactéria.

Fermentadoras: realizam a fermentação, que é um processo biológico em que moléculas orgânicas ricas em energia são degradadas incompletamente, com a liberação de menos energia do que na respiração. Dependendo do microorganismo que realiza a fermentação, formam-se diferentes produtos a partir das substâncias orgânicas degradadas. A fermentação láctica por bactérias é largamente utilizada na produção de alimentos.

Pandemias e Epdemias

Já aconteceram várias pandemias significativas na história da humanidade, como a gripe e a tuberculose. Algumas epidemias foram tão intensas que quase chegaram a aniquilar cidades inteiras:

Peste do Egito (430 a.C.): A febre tifóide matou um quarto das tropas atenienses e um quarto da população da cidade durante a Guerra do Peloponeso. Esta doença fatal debilitou o domínio de Atenas, mas a virulência completa da doença preveniu sua expansão para outras regiões, a doença exterminou seus hospedeiros a uma taxa mais rápida que a velocidade de transmissão. A causa exata da peste era por muitos anos desconhecida. Em janeiro de 2006, investigadores da Universidade de Atenas analisaram dentes recuperados de uma sepultura coletiva debaixo da e confirmaram a presença de bactérias responsáveis pela febre tifóide.

Peste Negra (1300): Oitocentos anos depois do último aparecimento, a peste bubônica tinha voltado à Europa. Começando a contaminação na Ásia, a doença chegou à Europa mediterrânea e ocidental em 1348(possivelmente de comerciantes fugindo de italianos lutando na Criméia), e matou vinte milhões de europeus em seis anos, um quarto da população total e até metade nas áreas urbanas mais afetadas.

Cólera: Primeira pandemia entre 1816 e 1826. Primeiramente restringida ao subcontinente indiano, a pandemia começou em Bengala, então espalhou-se pela Índia antes de 1820. Estendeu-se até a China e o Mar Cáspio antes de retroceder. A segunda pandemia (1829-1851) começou na Europa, chegando em Londres em 1832, em Ontário e Nova Iorque no mesmo ano, e na costa do Pacífico, na América do Norte, antes de 1834. A terceira pandemia (185–1860<), sendo a Rússia principalmente afetada, com mais de um milhão de mortes. A quarta pandemia (1863–<1875)>Gripe: A "primeira" pandemia de gripe surgiu na África em 1510 e se espalhou pela Europa.

Tifo: Surgindo durante as Cruzadas, o Tifo teve seu primeiro impacto na Europa em 1489, na Espanha. Durante a luta entre espanhóis Cristãos e os muçulmanos emGranada, os espanhóis perderam 3.000 pessoas na guerra e 20.000 com o tifo. Em 1542, 30.000 pessoas morreram de tifo enquanto lutavam contra os otomanos nos Bálcãs. A doença também teve um papel principal na destruição no fracasso de Napoleão na Rússia em 1812. O Tifo também matou inúmeros prisioneiros nos campos de concetração nazistas, durante a Segunda Guerra Mundial.


sexta-feira, 19 de junho de 2009

Reprodução Sexuada

Considera-se reprodução sexuada qualquer processo de transferência de fragmentos de DNA de uma célula para outra. Depois de transferido, o DNA da bactéria doadora se recombina com o da receptora, produzindo novas misturas de genes. Esses cromossomos recombinados serão transmitidos às células-filhas quando a bactéria se dividir.

Transformação: Na transformação, a bactéria absorve moléculas de DNA dispersas no meio. Esse DNA pode ser proveniente, por exemplo, de bactérias mortas.
Os cientistas têm utilizado a transformação como uma técnica de Engenharia Genética, para introduzir genes de diferentes espécies em células bacterianas.

Transdução: Na transdução, moléculas de DNA são transferidas de uma bactéria a outra usando vírus como vetores. Estes, ao se formar, podem eventualmente incluir pedaços de DNA da bactéria que lhes serviu de hospedeira. Ao infectar outra bactéria, o vírus que leva bacteriano o transfere junto com o seu. Se a bactéria sobreviver à infecção viral, pode passar a incluir os genes de outra bactéria em seu genoma.

Conjugação: Na conjugação bacteriana, pedaços de DNA passam diretamente de uma bactéria doadora, o "macho", para uma receptora, a "fêmea". Isso acontece através de microscópicos tubos protéicos, chamados pêlos sexuais, que as bactérias "macho" possuem em sua superfície.
O fragmento de DNA transferido se recombina com o cromossomo da bactéria "fêmea", produzindo novas misturas genéticas, que serão transmitidas às células-filhas na próxima divisão celular.
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Reprodução Assexuada

Divisão binária: As bactérias se reproduzem assexuadamente por divisão binária. Nesse processo, a célula bacteriana duplica seu cromossomo e se divide ao meio, originando duas novas bactérias idênticas a ela.


Esporulação: Algumas espécies de bactérias originam, sob certas condições ambientais, estruturas resistentes denominadas esporos. A célula que origina o esporo se desidrata, forma uma parede grossa e sua atividade metabólica torna-se muito reduzida. Certos esporos são capazes de se manter em estado de dormência por dezenas de anos. Ao encontrar um ambiente adequado, o esporo se reidrata e origina uma bactéria ativa, que passa a se reproduzir por divisão binária. Os esporos são muito resistentes ao calor e, em geral, não morrem quando expostos à água em ebulição. Por isso os laboratórios, que necessitam trabalhar em condições de absoluta assepsia, costumam usar um processo especial, denominado autoclavagem, para esterilizar líquidos e utensílios. O aparelho onde é feita a esterilização, a autoclave, utiliza vapor de água a temperaturas da ordem de 120ºC, sob uma pressão que é o dobro da atmosférica. Após 1 hora nessas condições, mesmo os esporos mais resistentes morrem. A indústria de enlatados toma medidas rigorosas na esterilização dos alimentos para eliminar os esporos da bactéria Clostridium botulinum. Essa bactéria produz o botulismo, infecção frequentemente fatal.
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